Trabalhadores debatem Frente Brasil Popular e defendem emprego e Petrobras em Rio Grande
By Administrador On 28 out, 2015 At 11:00 AM | Categorized As CUT Nacional | With 0 Comments

Cerca de 300 militantes de vários movimentos sociais, incluindo dirigentes de vários sindicatos, reuniram-se na tarde da última sexta-feira, dia 23, no Clube União, em Rio Grande, para promover o pré-lançamento da Frente Brasil Popular (FBP) e a Plataforma Operária e Camponesa. O objetivo: unificar todas as entidades do campo e da cidade para defender a soberania nacional e os direitos da classe trabalhadora, ampliar a democracia e a participação popular, lutar por uma reforma política com a participação direta do povo brasileiro e promover outras reformas, visando a construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento econômico e social.

A plenária teve duas mesas de debates. A primeira para analisar a conjuntura e a construção da FBP, formada, entre outras pessoas, pelo prefeito municipal de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer, pela coodenadora do Levante Popular da Juventude do RS, Ezequiela Scapini, e pelo diretor de comunicação de Federação dos Metalúrgicos, Milton Viário.

A segunda mesa, para discutir a manutenção do atual modelo de partilha do pré-sal e o consequente destino dos royalties para a educação e a saúde públicas, reunindo o dirigente do MBA (Movimento dos Atingidos por Barragens), Marco Antonio Trierveiler, o presidente do Sindipetro e da FUP (Federação Única dos Petroleiros), Fernando Maia da Costa, e a diretora da CNTE (Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação), Selene Michielin Rodrigues.

Defesa da democracia e mudança da política econômica

Para Milton Viário, “precisamos preparar a classe trabalhadora e o povo brasileiro para um novo ciclo de lutas e conquistas, um novo ciclo de desenvolvimento para o país, inclusive para contrapor a plataforma política e econômica adotada pelo governo Dilma e para barrar o avanço de uma direita fascista que saiu do armário e hoje tenta retomar o neoliberalismo para retirar direitos e retomar o poder”.

O prefeito Alexandre classificou como um desafio convencer outras pessoas a serem partícipes da defesa da democracia, defender nosso país contra o retrocesso imposto por aqueles que são oposição ao governo e são contra os avanços conquistados nos últimos 12 anos.

Maia falou de todo o processo de luta para o país encontrar petróleo em seu solo e, mais recentemente, na camada pré-sal. Afirmou que há ainda muita batalha pela frente para garantir que os royalties sejam direcionados para a educação e a saúde dos brasileiros.

Selene destacou o retrocesso que setores conservadores da sociedade estão tentando impor à educação e à saúde ao quererem transferir para petroleiras estrangeiras as jazidas do pré-sal da Petrobrás e acabar com o regime de partilha para o de concessão. “Sem os recursos do pré-sal para a Educação, será impossível implementar as metas aprovadas no Plano Nacional de Educação para combater o analfabetismo, universalizar o ensino básico, equiparar os salários dos professores com os demais profissionais, para que se pague o piso nacional salarial. Por isso, não podemos abrir mão dos royalties e nem do Fundo Social”, disse.

Ato público em defesa do emprego e da Petrobras

 

No final da tarde, depois de uma marcha que percorreu importantes avenidas da cidade, o grupo juntou-se aos quase mil trabalhadores e trabalhadoras do setor naval presentes na Praça Dr. Pio, em frente à Catedral de Rio Grande, para participar do ato público em defesa da Petrobras e dos empregos diretos e indiretos gerados pela estatal.

Sob o slogan “o petróleo é nosso e as plataformas também!”, cerca de mil trabalhadores do setor naval de Rio Grande ouviram atentamente a palavra das lideranças políticas e sindicais da região, entre as quais o prefeito Alexandre, a deputada estadual Miriam Marroni (PT), o presidente da FTM/CUT e do Sindicato dos Metalúrgicos de Cachoeirinha, Jairo Carneiro, o secretário de Política Sindical da CNM (Confederação Nacional dos Metalúrgicos), Loricardo de Oliveira, o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande e São José do Norte, Benito Gonçalves.

O prefeito Alexandre falou que não deseja ver a cidade voltar ao tempo em que formava trabalhadores que iam trabalhar fora porque não havia emprego para todos. Em nome dos metalúrgicos do Brasil, Loricardo destacou a luta da confederação para que em todos os portos o setor naval continue gerando trabalho e renda para os metalúrgicos brasileiros.

Claudir criticou os setores conservadores da sociedade que não aceitam que plataformas sejam feitas aqui no país e que o petróleo seja explorado majoritariamente pela Petrobrás. Defendeu a mobilização da classe trabalhadora para sair às ruas defender a empresa e a geração de trabalho em nosso país.

“Precisamos esclarecer a população e denunciar o senador e ex-candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, que quer acabar com o regime de partilha e com a Petrobras. Se isso acontecer, será um enorme retrocesso para a classe trabalhadora e para a educação e saúde de nosso país”, frisou Claudir.

Por fim, Benito Gonçalves alertou para o desemprego causado pela crise e pela demora de retomada das obras do estaleiro. Um acordo foi firmado, mas não foi assinado pela Petrobras. “Como consequência, o canteiro de obras está fechado e cerca de 9 mil trabalhadores estão sem emprego”, disse.

Benito pediu a ajuda das lideranças sindicais e políticas para pressionar o governo e a Petrobras para que as obras e os empregos sejam retomados.

 




Fonte/extraído de: Trabalhadores debatem Frente Brasil Popular e defendem emprego e Petrobras em Rio Grande

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