Lutar pelos direitos dos trabalhadores
By Administrador On 19 ago, 2015 At 07:00 PM | Categorized As CUT Estadual SC | With 0 Comments

Com muito chimarrão e bastante debate, o período da tarde do dia 19 de agosto no 12º CECUT, ficou reservado para fazer uma avaliação da conjuntura nacional. Com a presença do bancário e presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas e José Álvaro Cardoso, economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos – DIEESE, os delegados e delegadas do 12º CECUT puderam acompanhar diversos pontos de vista. Além dos dois companheiros, um representante de cada força política pode expor sua opinião sobre a atual situação econômica e política brasileira.

O economista do DIEESE falou sobre a atual situação econômica e sobre o clima de instabilidade criado pelos grandes grupos da mídia. Segundo ele, existem quatro interesses nessa crise política, além do Impeachment da presidenta Dilma e da desmoralização do Partido dos Trabalhadores, José Álvaro destacou que há um interesse em retirar todos os direitos conquistados pelos movimentos sindicais e sociais e, principalmente, interesse econômico de grandes grupos estrangeiros no capital do pré-sal. “O pré-sal tem um grande significado na economia brasileira, as reservas do pré-sal significam 30 trilhões de dólares, que equivale a 10 vezes o PIB brasileiro, é muita riqueza! É isso que eles disputam, quem vai se beneficiar dessa riqueza, o povo brasileiro com melhores políticas públicas ou os grandes empresários internacionais?”, salientou José Álvaro.

O presidente da CUT, Vagner Freitas pautou sobre a criminalização que estão fazendo com o movimento sindical. Vagner trouxe como exemplo a sua fala na semana passada, que causou grande furor da mídia conservadora, que maldosamente editou uma fala do bancário num ato com a presidenta Dilma, que a mídia explorou como que se o presidente da CUT estivesse chamando as pessoas para pegarem em armas para evitar o golpe. “Eles recortaram todo o contexto da minha fala, com a intenção de nos criminalizar. As armas que eu me refiro são as armas que nós sempre utilizamos, é a nossa organização enquanto classe trabalhadora, a nossa militância e o nosso enfrentamento ideológico contra a burguesia”, ressaltou Vagner que está sofrendo represálias e até ameaças de grupos intitulados “Caçadores de Comunistas”. “Não podemos ter medo. Aqui nós temos o couro muito grosso, ninguém intimida a CUT e nem a militância CUTista. Vamos nos unir mais do que nunca e mostraremos aos golpistas a força da nossa central”, frisou o bancário.

O presidente da maior central dos trabalhadores da América Latina, destacou ainda que a CUT não será omissa frente aos constantes ataques aos direitos dos trabalhadores. “Nós estamos na rua! Amanhã acontece o nosso ato que é contra a direita e pelos direitos, contra o golpe, contra a intolerância, contra o ajuste fiscal, pela reforma tributária, por uma reforma política, em defesa da Petrobras, por uma imprensa democrática”, se referiu Vagner ao Ato dos Movimentos Sociais programado para tarde de quinta-feira.

Após a exposição, representantes das diversas correntes políticas da CUT, puderam apresentar seu ponto de vista e o debate foi aberto para que os trabalhadores relatassem a sua visão da atual conjuntura do país.




Fonte/extraído de: Lutar pelos direitos dos trabalhadores

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