Greve dos bancários é contra os banqueiros e à favor da população
By Administrador On 6 out, 2015 At 12:00 PM | Categorized As CUT Estadual SC | With 0 Comments

Na frente da agência central do Banco do Brasil de Florianópolis, uma grande faixa com a frase “ESTAMOS EM GREVE”, impedia o acesso nas portas do banco, trabalhadores do lado de fora conversavam em grupos e os dirigentes do Sindicato dos Bancários e Florianópolis e região – SEEB Floripa, dialogavam com a população sobre os motivos da greve, que começou hoje, 06 de outubro, sem previsão para o término.

Há poucos metros dali, no Banco Itaú o clima era mais tenso, o superintendente estava fotografando a dirigente sindical que era responsável pela paralisação daquele banco, o gerente da agência circulava de dentro pra fora, conversando com a imprensa e tentando administrar a situação. O que ele não percebe é que o caos dessa manhã, esta longe do seu gerenciamento, os bancários (não só de Florianópolis, mas de todo o país), estão passando ao longo dos anos, por um processo de grande exploração. “Somente no último semestre, o Itaú faturou mais de 11 bilhões de reais e esse faturamento não se reflete em investimentos, hoje a realidade nos bancos é a exploração dos seus funcionários, redução do número de trabalhadores e consequentemente sobrecarga dos bancários, que chegam a fazer jornadas de até 12 horas por dia”, declarou Maria Cristina de Lemos, bancária do Itaú e dirigente do SEEB Floripa.

Jacir Zimmer, bancário do Banrisul e dirigente do SEEB Floripa, destaca que nos últimos anos os bancos reduziram 25 mil trabalhadores, segundo ele, isso traz um reflexo muito grande  de sobrecarga e péssimas condições de trabalho. “Queremos nessa greve fazer um debate sobre as metas impostas aos trabalhadores, atualmente estão sendo colocadas metas abusivas, com grande pressão para alcançá-las e isso esta refletindo no adoecimento da categoria”, salientou Jacir. Outro ponto importante no debate da Campanha Salarial de 2015, segundo Jacir, é a igualdade de oportunidades, “atualmente os cargos de direção são ocupados por homens brancos, a mulher tem muita dificuldade na progressividade da carreira e essa dificuldade piora quando se trata de negros ou homossexuais”, explicou Jacir.

Para o bancário do Banco do Brasil, Marco Silvano, que é presidente do SEEB Floripa, esse primeiro dia de greve é quando acontece um diálogo maior com a população, segundo ele, é neste momento que os trabalhadores de bancos tem maior liberdade para explicar a população que a luta deles, também é para um melhor atendimento à todos. “Nossa greve não é contra o trabalhador, mas contra os banqueiros, que além de explorar seus funcionários, ainda cobram grandes tarifas da população”, explicou Marco, que pediu para que as pessoas façam contato com as ouvidorias dos bancos e deixem suas reclamações.

Segundo o presidente, ainda não há números oficiais sobre a quantidade de agências fechadas, essa avaliação será feita ao final do dia com o comando da greve, composto por trabalhadores e dirigentes do sindicato. Cleverson Oliveira é metalúrgico de Joinville e Secretário de Formação da CUT-SC e está junto com os trabalhadores nas portas dos bancos, dialogando com a população.

A pauta de reivindicações dos bancários, segue a pauta nacional da categoria, que inclui melhores condições de trabalho, mais segurança aos trabalhadores, igualdade de oportunidades, reajuste salarial de 16%, aumento no repasse do vale-alimentação, criação do auxílio-educação para graduação e pós-graduação, reajuste no auxílio-creche, plano de cargos e salários e aumento do Participação dos Lucros e Resultados – PLR. 




Fonte/extraído de: Greve dos bancários é contra os banqueiros e à favor da população

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