Em busca de seus direitos, trabalhadores protestam no sul do estado
By Siserp Criciúma On 8 set, 2016 At 12:39 PM | Categorized As CUT Estadual SC, Notícias, Siserp, Slides | With 0 Comments

Dia 31 de agosto, uma tarde nebulosa, tanto para a conjuntura do país como literalmente em relação ao tempo, mas isso não impediu que vários trabalhadores e trabalhadoras seguissem em marcha pelas ruas do centro de Criciúma em protesto contra patrões que demitiram trabalhadores e não pagaram os seus direitos.

O ato de protesto organizados por vários sindicatos de Criciúma e região, reuniu lideranças e trabalhadores, que nas ruas em diálogo com a população denunciaram dezenas de empresas que estão demitindo e deixando o trabalhador sem seu sustento.

“Trabalhei durante 16 anos na empresa e agora eles me demitiram e não pagaram nem o salário do mês que trabalhei, é muita decepção”, desabafa senhor Vilmar, que trabalhava no almoxarifado da  Canguru Embalagens. A empresa que já foi uma das líderes no segmento de plásticos flexíveis da América do Sul, vem enfrentando uma crise nos últimos anos, com atraso de salários e falta de pagamentos de direitos, como FGTS e INSS.

Já o trabalhador Geraldo Paim, furador de frente da Carbonífera Criciúma, define a atitude do seu patrão, que não paga salário há mais de oito meses e nem os direitos trabalhistas, como um golpe contra os trabalhadores. “Sabemos que os donos da empresa possuem bens e que poderiam vende-los para quitar a nossa dívida, estamos sem sustento para a nossa família, enquanto eles não abrem mão do conforto que tem”, destaca Geraldo.

São mais de 1,7 mil trabalhadores e trabalhadoras na mesma situação, ou não recebem salário ou são demitidos e não tem os seus direitos pagos. Para o coordenador da Regional Sul da CUT, Reginaldo Kjelin Coelho, o momento requer união e articulação entre as entidades sindicais para cobrança dos direitos dos trabalhadores.

A Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT-SC, Sueli Adriado, participou da atividade e dialogou com a sociedade que acompanhava o ato sobre o momento crítico que vive a classe trabalhadora. “Se o presidente, agora não mais interino porém golpista, aplicar as reformas trabalhistas que ele já anunciou, marchas como essa de trabalhadores reivindicando o que lhes é de direito serão cada vez mais comum e infelizmente, coma maior número. Os patrões se utilizam da desculpa da crise, para demitir trabalhador e não cumpri com suas obrigações”, explicou Sueli.

Ao final do ato representantes do movimento foram recebidos pelos quatro juízes da Justiça da Vara do Trabalho da comarca de Criciúma, que se comprometeram em agendar uma reunião entre Ministério Público, Justiça do Trabalho e representantes dos trabalhadores, para que juntos possam pensar uma solução aos trabalhadores que tiveram seus direitos negados_dsc2917

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