CUT/SE e FETAM cobram apuração do atentado a sindicalistas de Campo do Brito
By Administrador On 30 out, 2015 At 12:00 PM | Categorized As CUT Nacional | With 0 Comments

Diretores da Central Única dos Trabalhadores e da Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Sergipe (FETAM/SE) partiram em caravana, na tarde desta quarta-feira, dia 28/10, Dia do Servidor Público, para o município de Campo do Brito e participaram da construção do ato ABAIXO A PISTOLAGEM – em Solidariedade aos sindicalistas Lucinara (presidente do SINDIBRITO) e Zé Carlos (SINTESE), que tiveram sua casa alvejada na madrugada da sexta-feira, 23/10. A manifestação contou com a presença de lideranças sindicais do SINDASSE (Assistentes Sociais), SINTESE (professores), SINDISERVE CANINDÉ, SINDISERVE SOCORRO, SINDTIC (Tecnologia da Informação), SINDSLUZI (Santa Luzia do Itanhy) e SINDACSEI (Agentes de Saúde de Itabaiana).

 

Presidente da CUT/SE, o professor Rubens Marques reforçou a cobrança ao pagamento do salário integral dos trabalhadores do município de Campo do Brito e cobrou da Secretaria de Estado de Segurança Pública a apuração do atentado. “Lideranças do movimento sindical de vários municípios de Sergipe vieram hoje a Campo do Brito para prestar solidariedade à companheira Lucinara Alves, seu esposo Zé Carlos e sua família diretamente afetada pelo ataque covarde à sua residência. Os sindicalistas que lutam pelos direitos dos trabalhadores não podem ser acuados e ficarem amedrontados por este tipo de ação criminosa. Viemos dizer que estes sindicalistas atacados têm o nosso apoio e que cobramos o empenho da SSP para investigar e descobrir o quanto antes quem são os mandantes deste crime, pois numa cidade tão pequena como Campo do Brito não deve ser tão difícil encontrar os culpados. Assim como a SSP trabalha rapidamente na investigação de crimes contra os ricos e poderosos neste estado, também seja rápida para proteger esta família de Campo do Brito encontrando e prendendo os culpados”.

 

Diante de tanto desrespeito aos trabalhadores, o dirigente do SINDISERVE CANINDÉ, Emanoel do Aleixo registrou a dificuldade de se comemorar o Dia do Servidor Público. “Com a casa de companheiros sendo alvejada, os trabalhadores com os salários parcelados, estamos sem nenhum motivo para comemorar o Dia do Servidor Público. Chamamos atenção das autoridades competentes do município, a Prefeitura, a Justiça para que acompanhem de perto esta situação, pois o que vem acontecendo aqui é muito sério e não vamos deixar cair no esquecimento”.

 

Presidente do SINDIBRITO, Lucinara Alves agradeceu o apoio dos companheiros da CUT e da FETAM neste momento crítico pelo qual sua família está passando e também pela situação dos professores e servidores públicos que sofreram várias irregularidades no pagamento dos salários de setembro e têm péssimas perspectivas para os próximos meses. “O que nós fazemos em Campo do Brito é a luta pelo fortalecimento, a valorização e o respeito aos trabalhadores deste município. Esta é a minha bandeira, este é o meu discurso e eu vou continuar desempenhando o meu papel, que é muito importante. Nada do que aconteceu vai cair no esquecimento porque sou uma pessoa que cobra, que luta, todos aqui me conhecem… Por isso eu agradeço de coração o apoio que vocês nos dão neste momento, ele é primordial para nossa luta e faz com que mesmo depois deste atentado a gente não desista de lutar”, agradeceu emocionada.

 

Apesar da dificuldade de falar, pela emoção do momento, o companheiro Zé Carlos também agradeceu a presença e garantiu que da mesma forma estarão à disposição de prestar apoio a todas as categorias representadas pelos sindicatos presentes, CUT e FETAM/SE.

 

ASSEMBLEIA SINDIBRITO – Dia 28/10 e ainda há 40 servidores públicos de Campo do Brito que não receberam o salário de setembro, os professores receberam metade de seus ordenados. Após pressão sindical, manifestação, ocupação da Prefeitura e reunião no Ministério Público, ficou previsto que até o fim desta semana todas as pendências do pagamento de setembro de professores e servidores públicos serão regularizadas.

 

Neste contexto de plena insatisfação dos trabalhadores de Campo do Brito, representantes do SINTESE, SINDIBRITO se reuniram com o Ministério Público e a Prefeitura para discutir uma opção ao bloqueio judicial das contas do município. Após a exposição das contas da Prefeitura, foram feitas duas propostas aos sindicatos: o pagamento integral de alguns servidores ou o pagamento parcelado do salário a todos os trabalhadores. Ambos sindicatos levaram esta decisão para os trabalhadores decidirem em assembleia geral.

 

Professores e servidores públicos tiveram o mesmo posicionamento, optaram pelo pagamento parcelado do salário para todos os servidores a partir de outubro. A assembleia do SINDIBRITO realizada na mesma tarde da manifestação reforçou o protesto de todos os trabalhadores que diariamente cumprem sua jornada, mas recebem salários parcelados, atrasados e de forma irregular.

 

A diretoria do SINDIBRITO já havia denunciado em outras ocasiões o mau uso do recurso público através do excesso de Cargos Comissionados e festas com alto orçamento. A dirigente do SINDASSE e secretária de Igualdade Racial da CUT presente na manifestação, Márcia Martins criticou o fato de nenhum órgão do poder público intervir em defesa do trabalhador que é quem está pagando a conta da má gestão da Prefeitura. “Nossa fome não vem pela metade. Nossas contas não vêm pela metade. Que democracia é esta, onde não se respeita os direitos dos trabalhadores e onde duas lideranças têm sua casa alvejada? O movimento sindical de Sergipe está em Campo do Brito para cobrar o respeito à democracia, aos sindicatos e aos trabalhadores deste município




Fonte/extraído de: CUT/SE e FETAM cobram apuração do atentado a sindicalistas de Campo do Brito

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