A defesa da Petrobrás pautou abertura da 5ª Plenafup
By Administrador On 3 jul, 2015 At 01:00 PM | Categorized As CUT Nacional, Notícias, Slides | With 0 Comments

Os ataques que a Petrobrás vem sofrendo na mídia, a importância da solidariedade de classe e a unidade de luta na defesa da empresa, do pré-sal e da soberania nacional pautaram todos os discursos da mesa de abertura política da V Plenafup, nesta quarta-feira (3), na sede da Escola Florestan Fernandes em Guararema, São Paulo.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, defender a Petrobrás é defender o Brasil, como diz o mote da plenária. Mais que isso “é defender a soberania nacional e o projeto de transformação da nação que iniciamos em 2003, uma experiência inédita no mundo, elogiada lá fora e criticada aqui dentro pela burguesia”.

“Ou a gente começa a absorver as nossas conquistas dos últimos 13 anos com orgulho e enfrenta as batalhas atuais ou voltaremos a ter o complexo de vira latas. A luta é de classe e ela continua. A defesa das conquistas, entre elas a Lei da Partilha tem de ser feita com coragem e energia”, disse Vagner.

O sindicalistate encerrou sua fala dizendo que a defesa da Petrobrás e do pré-sal é uma questão de toda a classe trabalhadora e é fundamental para o Brasil continuar o processo de desenvolvimento com justiça social e distribuição de renda. É isso que está em jogo no Congresso Nacional, disse Vagner se referindo ao projeto de lei do senador José Serra (PSL 31/2015). O objetivo do projeto do tucano é mudar o regime de partilha na exploração do pré-sal. Pela lei debatida durante quinze meses, aprovada no Congresso e sancionada pelo ex-presidente Lula, a Petrobrás tem de entrar com pelo menos 30% dos investimentos na perfuração dos blocos e é a única operadora da camada do pré-sal. O que Serra quer é entregar nossas riquezas para o controle do capital internacional.

“A disputa pelo controle do petróleo e gás no mundo está em jogo com o projeto do José Serra. Está em jogo a nossa soberania nacional. Fazer greve pelo pré-sal não é greve é luta de classes”, disse Vagner.

O coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, e o representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Deyvid Bacelar, concordaram com as argumentações de Vagner e foram além.

Bacelar foi categórico: “O grande passaporte para o futuro pode ser rasgado no Congresso Nacional”.

Rangel lembrou da vitoriosa greve de 1995 contra a privatização da Petrobrás, da ousadia do ex-presidente Lula que deu uma guinada na empresa, disse que, depois de doze anos sem contratação vários novos funcionários foram contratados e os salários da companhia melhoraram consideravelmente fazendo com que alguns não tenham sentimento de pertencimento à classe, deu um recado claro para a categoria, em especial os mais jovens.

“Temos companheiros que não se veem mais como operários, por conta de todos os ganhos que a categoria obteve nos últimos governos. Nossa tarefa é mostrar à categoria petroleira que o nosso DNA é de trabalhador! É preciso entender que nossa pauta é única: a defesa da Petrobrás e do Brasil. Ou entendemos isso ou deixaremos a Petrobrás ser entregue sem luta”, disse Rangel.

O plenário reagiu imediatamente e respondeu: ” – Jamais!”

Rangel encerrou lembrando que o inimigo é perigoso, mas não suporta a força da categoria petroleira e que sem o ex-presidente Lula talvez não tivesse nem o que defender hoje.

“Quando falamos em defender a Petrobrás, falamos da Petrobrás que um operário ousou transformar em uma das maiores empresas de energia do mundo. Nós amamos essa empresa. Nossa camisa laranja, todos querem ter. Temos que ter orgulho de usá-la”.

”É possível vencer os que estão do outro lado da trincheira”, completou Gustavo Marsaioli, diretor do Sindicato dos Petroleiros de São Paulo. Paulo Cayres, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, foi ainda mais direto: “Serra, tire as patas da Petrobrás”.

Antes dos discursos, os militantes do MST e estudantes da escola fizeram uma mística com cânticos e danças empunhando bandeiras que remetiam a unidade dos trabalhadores do campo e da cidade. A representante da Escola Nacional Florestan Fernandes e membro da direção nacional do MST, Rosana Fernandes, agradeceu a categoria petroleira pelo legado que vão deixar na escola, por meio de reformas que eram urgentes e necessárias para a escola. Ao término da apresentação, o canto da Internacional Socialista uniu todas as vozes presentes na Plenária. Também foi lida uma saudação do Deputado Federal do PCdo B, Davisson Magalhães, da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás.

A mesa de abertura contou com as presenças da representante da Escola Nacional Florestan Fernandes e membro da direção nacional do MST, Rosana Fernandes; o diretor do Sindicato Unificado de São Paulo – Gustavo Marsaioli; presidente de honra do Instituto Paulo Freire, Moacir Gadotti; representante do Movimento dos Atingidos por Barragens, Luiz Delacosta; da Via Campesina, Romário Ronceto; o Presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Paulo Cayres; o Presidente da CUT, Vagner Freitas; da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Divanilton Pereira; o representante da Federação Única dos Petroleiros na época da greve de 95, Humberto Carvalho; a representante da CNRQ, Cibele Isidoro; o representante dos trabalhadores no CA da Petrobrás, Deyvid Bacelar, o coordenador da FUP, José Maria Ferreira Rangel.




Fonte/extraído de: A defesa da Petrobrás pautou abertura da 5ª Plenafup

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